1. Home
  2. Blog
  3. Desenvolvimento de Aplicativos Mobile: O Que…

Desenvolvimento de Aplicativos Mobile: O Que Decide o Projeto

Desenvolvimento de Aplicativos Mobile: O Que Decide o Projeto

Aplicativo que dá certo raramente é o mais bem programado — é o que resolve uma coisa só, bem, e continua funcionando depois do lançamento. Este texto reúne o que separa projeto que entra no ar de projeto que morre em desenvolvimento, do ponto de vista de quem contrata.

Uma plataforma ou as duas

A primeira decisão, e a que mais mexe no orçamento. Hoje ela importa menos do que há alguns anos, mas continua sendo escolha:

CaminhoQuando faz sentidoEfeito no custo
MultiplataformaA grande maioria dos casos: uma base de código gera Android e iOSPróximo ao de uma plataforma só
NativoUso intenso de câmera, sensor, mapa em tempo real ou desempenho gráficoPerto do dobro
Só AndroidUso interno, com aparelhos que a empresa forneceMenor de todos

Para aplicativo de uso interno — equipe de campo, chão de fábrica, força de vendas — Android costuma ser a escolha óbvia: o parque de aparelhos robustos é maior e a reposição é mais barata. Se o destino for a fábrica, vale ver o guia de aplicativo para indústria, em que funcionar sem internet muda o projeto inteiro.

O que decide se o aplicativo será usado

  • Abre rápido. Acima de alguns segundos até a primeira tela útil, parte das pessoas desiste — e no uso interno, volta para o papel.
  • Funciona com conexão ruim. Não é caso extremo: elevador, subsolo, estrada e galpão são o dia a dia de muita gente.
  • Poucos toques por tarefa. Menu profundo é o que faz o usuário abandonar.
  • Não pede login toda hora. Sessão que expira sem motivo é a reclamação número um.
  • Consome pouca bateria. Aplicativo que esquenta o aparelho é desinstalado, por melhor que seja.

Note que nenhum desses pontos é sobre visual. Aplicativo bonito e lento perde para aplicativo simples e rápido, sem exceção.

O que testar antes de aceitar a entrega

Você não precisa saber programar para reprovar uma entrega ruim. Cinco testes que qualquer pessoa faz em vinte minutos:

  1. Ligue o modo avião no meio de uma tarefa. O aplicativo deve avisar com clareza, e não perder o que já foi preenchido.
  2. Gire o aparelho. Tela que perde o conteúdo ao girar é sinal de descuido básico.
  3. Use com uma mão só. Se o botão principal fica fora do alcance do polegar, o desenho não considerou o uso real.
  4. Deixe aberto dez minutos. Aparelho esquentando indica consumo indevido de bateria.
  5. Volte depois de um dia. Se pedir login de novo sem motivo, a sessão está mal resolvida.

Esses cinco pegam a maior parte dos problemas que geram desinstalação — e todos são baratos de corrigir antes do lançamento, caros depois.

Segurança: o mínimo que precisa estar no contrato

  • Comunicação criptografada entre o aplicativo e o servidor.
  • Nada de dado sensível guardado no aparelho sem proteção — celular se perde e se empresta.
  • Nenhuma chave ou senha embutida no código. Aplicativo publicado pode ser inspecionado por qualquer pessoa.
  • Permissões mínimas. Pedir acesso a contatos e localização sem necessidade derruba a instalação e chama atenção da loja.
  • Registro de acesso no servidor, para saber quem viu o quê.

Se o aplicativo trata dado de cliente, some a isso os requisitos da lei — vale ver o que a LGPD exige do sistema, porque exclusão de conta e exportação de dados precisam existir como funcionalidade, não como promessa.

Depois de publicar é que começa o custo

É a parte que quase nunca entra no orçamento inicial e a que mais gera atrito depois:

ItemPor que é obrigatório
Atualização anualAndroid e iOS mudam todo ano; aplicativo parado deixa de funcionar sozinho
Exigências novas das lojasPolítica de privacidade, declaração de dados, versão mínima do sistema
Servidor e serviçosNotificação, armazenamento, envio de mensagem — custam por uso
Correção de falhaErro em produção aparece em aparelho que ninguém tinha para testar
Contas de desenvolvedorCusto anual na Apple, taxa única no Google

Reserve de 10% a 20% do valor do projeto por ano para isso. Aplicativo não é entrega única: é um compromisso que se renova.

Quem vai usar muda tudo no projeto

Dois aplicativos com a mesma descrição podem ser projetos completamente diferentes, dependendo de quem abre:

App para cliente finalApp para equipe interna
O que decide o sucessoInstalar e voltarSer mais rápido que o papel
InterfacePrecisa ser óbvia para quem nunca viuPode ser densa: o usuário usa todo dia
DistribuiçãoLojas, com revisão a cada versãoPode ser interna, sem loja
AparelhoQualquer um, inclusive antigoPadronizado pela empresa
Maior riscoNinguém instalarA equipe voltar ao processo antigo

Confundir os dois é o erro de escopo mais caro: aplicativo interno feito com preocupação de vitrine gasta em design que ninguém nota, e aplicativo de cliente feito com cara de sistema interno não passa da primeira tela.

Como acompanhar o desenvolvimento sem ser técnico

  1. Peça entrega a cada duas ou três semanas, e que seja aplicativo instalável, não relatório de progresso.
  2. Teste no seu aparelho real, não só no vídeo da demonstração.
  3. Teste em aparelho ruim e com internet ruim. É onde os problemas aparecem.
  4. Exija o código-fonte por escrito e as contas das lojas em nome da sua empresa.
  5. Peça a lista do que ficou de fora desta versão, por escrito, para não virar discussão no fim.

Quanto tempo o aplicativo dura

É a pergunta que ninguém faz e que define o custo total. Um aplicativo bem feito serve por anos, mas não sem manutenção: as duas plataformas lançam versão nova todo ano e passam a exigir adequação para continuar aceitando atualizações.

Na prática, um aplicativo abandonado costuma seguir funcionando por um tempo e então começa a apresentar problema em aparelho novo, até parar de ser aceito pela loja. Não é falha do desenvolvedor — é o ciclo normal da plataforma.

Por isso vale decidir no início se o aplicativo é um investimento contínuo ou um experimento com prazo. As duas respostas são legítimas; o que sai caro é achar que era a primeira e orçar como se fosse a segunda.

Os erros que mais matam projeto de aplicativo

  • Querer tudo na primeira versão. Metade das funcionalidades pedidas antes de começar nunca é usada.
  • Não definir quem decide. Cada divergência entre áreas trava o projeto por semanas.
  • Esquecer o painel administrativo. Alguém vai precisar gerenciar conteúdo e usuários; sem painel, isso vira chamado.
  • Ignorar o prazo de revisão das lojas. Pode levar dias, e sempre fica de fora do cronograma otimista.
  • Achar que publicar é o fim. É onde começa o trabalho de fazer alguém instalar e voltar.

A Devuptime desenvolve aplicativos Android e iOS sob medida em Guarulhos, São Paulo, desde 2008, com código-fonte sempre entregue ao cliente. As faixas de investimento estão detalhadas em quanto custa desenvolver um aplicativo. Fale com a gente.

Perguntas frequentes

Preciso mesmo de um aplicativo? Um site que funcione bem no celular resolve a maioria dos casos, por um quinto do custo. Aplicativo se justifica com notificação, uso offline, acesso a sensor ou uso quase diário.

Quanto tempo leva? De 2 a 4 meses para uma primeira versão funcional, dependendo de quantas telas e integrações entram.

Dá para publicar em uma loja só? Dá, e para uso interno costuma ser a melhor decisão — inclusive dá para distribuir sem loja nenhuma, o que elimina a revisão.

E se eu precisar mudar depois de pronto? Aplicativo se atualiza como qualquer software. O que muda é o ciclo: cada versão passa pela revisão da loja antes de chegar ao usuário.

Contato

Vamos conversar sobre seu projeto

Conte o que você precisa resolver. Respondemos em até 24 horas úteis.

Rua Envira, 213 – Jardim Cumbica, Guarulhos – SP, 07240-140

Falar no WhatsApp