Publicado em 7 de julho de 2026 · Atualizado em 30 de agosto de 2026
Um aplicativo com primeira versão funcional custa entre R$ 30.000 e R$ 150.000
e leva de 2 a 4 meses. A distância entre os dois extremos não é a qualidade do
código — é a quantidade de telas, de integrações e de regra de negócio.
Abaixo, de onde vem cada parte do valor e o que dá para cortar sem estragar o projeto.
Faixas por tipo de projeto
| Escopo | Investimento | Prazo |
|---|---|---|
| Diagnóstico e definição de escopo | R$ 3.000 – R$ 8.000 | 1 a 3 semanas |
| Aplicativo simples, poucas telas, sem integração | R$ 30.000 – R$ 50.000 | 2 meses |
| Aplicativo com login, pagamento e integração | R$ 50.000 – R$ 100.000 | 3 meses |
| Aplicativo com várias regras e integração com ERP | R$ 100.000 – R$ 150.000 | 4 meses |
Some de 10% a 20% do valor do projeto por ano de manutenção. Não é opcional: o sistema
operacional dos celulares muda todo ano, e aplicativo sem atualização deixa de funcionar
sozinho, sem ninguém mexer nele.
O que forma o preço
- Quantidade de telas. É o que mais pesa, e o mais fácil de estimar.
- Integrações. Cada sistema externo — pagamento, ERP, mensageria — é
projeto dentro do projeto. Se o sistema de destino não tem API, o custo salta. - Regra de negócio. Cálculo, aprovação em etapas e permissão por perfil
custam mais que tela bonita. - Uso sem internet. Precisar funcionar offline muda a arquitetura e
costuma somar 20% a 30%. - Painel administrativo. Quase sempre esquecido no orçamento inicial —
e alguém vai precisar gerenciar o conteúdo do aplicativo.
iOS, Android ou os dois
Hoje a pergunta importa menos que há alguns anos. Desenvolvimento multiplataforma —
uma base de código que gera os dois aplicativos — atende a grande maioria dos casos com
custo próximo ao de uma plataforma só.
Desenvolver nativo, separado para cada sistema, custa perto do dobro e se justifica em
casos específicos: uso pesado de câmera, sensor, mapa em tempo real ou desempenho gráfico.
Para aplicativo de serviço, catálogo, agendamento ou uso interno, multiplataforma resolve.
Lembre das lojas: publicar exige conta de desenvolvedor, com custo anual na Apple e
taxa única no Google, além do tempo de revisão — que pode levar dias e costuma ficar de
fora do cronograma otimista.
Como reduzir o custo sem estragar o projeto
- Corte funcionalidade, não qualidade. Metade do que se pede antes de
começar nunca é usada. Lance com o essencial e acrescente com base em uso real. - Defina o escopo antes de orçar. Um diagnóstico de R$ 3.000 a R$ 8.000
evita aditivo que custa dez vezes isso. - Adie a integração complexa para a segunda versão, quando o aplicativo
já provou que é usado. - Reaproveite o que existe. Se o sistema web já tem as regras, o
aplicativo consome em vez de refazer. - Não pague por painel que você não vai usar. Planilha resolve no
começo, com frequência.
Agência, freelancer ou software house
| Modelo | Faixa | O risco |
|---|---|---|
| Freelancer | R$ 5.000 – R$ 30.000 | Depende de uma pessoa; sustentação incerta |
| Software house | R$ 30.000 – R$ 150.000 | Custo maior; exige escolher bem o parceiro |
O orçamento muito abaixo dos outros quase sempre significa que entendeu menos do
problema — e a diferença reaparece como cobrança extra no meio do projeto. Compare o que
cada proposta inclui, não o número final: design, testes, publicação nas lojas,
painel e sustentação costumam estar em umas e faltar em outras.
O que costuma ficar de fora do orçamento
A diferença entre o valor combinado e o valor final quase sempre mora nesta lista:
- Painel administrativo. Alguém vai precisar cadastrar conteúdo, ver
usuário, corrigir dado. Sem painel, isso vira chamado para o fornecedor. - Contas de desenvolvedor nas lojas, com custo anual na Apple.
- Servidor e serviços de terceiros — envio de mensagem, notificação,
armazenamento de arquivo. Custam por uso e crescem com o aplicativo. - Design. Algumas propostas incluem só a programação, partindo de um
desenho que você deveria fornecer. - Publicação e revisão nas lojas. Leva dias e às vezes exige ajuste
pedido pela própria loja. - Testes com usuário real. Homologação antes de lançar, que é o que
evita descobrir problema com o público.
Por que o prazo estoura
Raramente é a programação. As três causas mais comuns são previsíveis e evitáveis:
- Escopo que cresce no meio. Cada “já que estamos mexendo” empurra a
entrega. Anote e deixe para a segunda versão. - Espera por decisão do cliente. Texto, imagem, aprovação de tela —
projeto para enquanto ninguém responde, e esse tempo não aparece no cronograma. - Integração com sistema de terceiro. Depende de documentação,
credencial e suporte de quem não tem pressa nenhuma.
Perguntas que evitam surpresa no orçamento
- O código-fonte fica comigo? Precisa ser sim, por escrito.
- Publicação nas lojas está incluída? E as contas de desenvolvedor
ficam no seu nome? - O que acontece se o escopo mudar? Todo projeto muda; o que importa é
o processo de reprecificação. - O que está incluído na manutenção e qual o prazo de resposta?
- Quem paga a infraestrutura depois que o aplicativo estiver no ar?
A Devuptime desenvolve
aplicativos sob
medida em Guarulhos, São Paulo, desde 2008, com código-fonte sempre entregue ao cliente.
Veja também a página de
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fale com a gente.
Aplicativo ou site que funciona bem no celular
É a economia mais fácil de fazer, e quase ninguém a considera antes de pedir orçamento.
Um site responsivo bem feito custa de R$ 3.000 a R$ 15.000; um aplicativo começa em
R$ 30.000. A diferença só se justifica se você precisar de pelo menos uma destas quatro
coisas:
- Notificação que chega mesmo com o aplicativo fechado.
- Uso sem internet. Site precisa de conexão para quase tudo.
- Acesso a recurso do aparelho — câmera de forma intensa, sensor,
localização em segundo plano, leitura de código. - Uso recorrente, quase diário. Ninguém instala aplicativo que vai abrir
duas vezes por ano.
Se nenhuma das quatro se aplica, o site costuma entregar o mesmo resultado por um quinto
do preço — e sem depender de aprovação de loja para cada atualização.
Antes de orçar, responda três coisas
Fornecedor nenhum consegue orçar bem sem isso, e a falta delas é a origem da maioria
dos aditivos:
- Quem vai usar e para quê. Aplicativo para cliente final e aplicativo
para equipe interna têm exigências opostas — um precisa ser bonito e óbvio, o outro precisa
ser rápido e funcionar em condição ruim. - Com quais sistemas ele precisa conversar. E se esses sistemas têm API.
Essa resposta sozinha pode dobrar ou reduzir pela metade o orçamento. - O que acontece se o aplicativo não existir. Se a resposta for “nada
muda”, talvez o projeto certo seja outro — um site que funcione bem no celular, por
exemplo, por uma fração do custo.
Perguntas frequentes
Dá para fazer um aplicativo por R$ 5.000? Dá para fazer alguma coisa,
normalmente em plataforma de montagem, com limite claro de personalização e integração.
Serve para validar ideia; não sustenta operação.
Quanto custa manter no ar? Além da manutenção anual, há servidor,
serviços de terceiros e as contas das lojas. Para aplicativo pequeno, costuma ficar na casa
de algumas centenas de reais por mês.
Preciso de aplicativo ou um site que funcione bem no celular resolve?
Site resolve na maioria dos casos. Aplicativo se justifica quando precisa de notificação,
uso offline, acesso a sensor ou uso recorrente diário.