
Software sob medida no Brasil custa de R$ 5.000 a mais de R$ 500.000. A faixa é larga porque “software” descreve coisas muito diferentes — e o que define o valor é sempre o mesmo conjunto de fatores, que dá para estimar antes de pedir orçamento.
Abaixo, as faixas praticadas, o que forma o preço e como reduzir sem estragar o projeto.
Faixas de preço: quanto custa na prática (valores de mercado 2026)
No mercado brasileiro, um software sob medida custa em média de R$ 5.000 a R$ 500.000, dependendo do escopo. Projetos simples, como um site institucional profissional, partem de R$ 3.000 a R$ 15.000. Um MVP de aplicativo fica tipicamente entre R$ 30.000 e R$ 150.000, enquanto sistemas complexos (ERP sob medida, apps com integrações e alta escala) vão de R$ 150.000 a mais de R$ 500.000. O que define o valor é o número de telas e funcionalidades, as integrações necessárias e a senioridade da equipe envolvida.
| Tipo de projeto | Faixa de investimento | Prazo típico |
|---|---|---|
| Site institucional profissional | R$ 3.000 – R$ 15.000 | 2 a 6 semanas |
| E-commerce completo | R$ 8.000 – R$ 40.000 | 4 a 10 semanas |
| MVP de aplicativo (iOS/Android) | R$ 30.000 – R$ 150.000 | 2 a 4 meses |
| Software de gestão sob medida | R$ 50.000 – R$ 300.000 | 3 a 8 meses |
| Sistema complexo / ERP personalizado | R$ 150.000 – R$ 500.000+ | 6 a 12+ meses |
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O que forma o preço
- Quantidade de telas. O fator que mais pesa e o mais fácil de estimar antes de começar.
- Integrações. Cada sistema externo é um projeto dentro do projeto. Se o sistema de destino não tem API, o custo salta — vale checar antes de orçar.
- Regra de negócio. Cálculo, aprovação em etapas e permissão por perfil custam mais que tela bonita.
- Volume e desempenho. Sistema para 10 pessoas e sistema para 10.000 não são o mesmo projeto, mesmo com as mesmas telas.
- Painel administrativo. Quase sempre esquecido no orçamento, e sempre necessário.
- Migração de dados. Costuma ser a etapa mais demorada, e depende do estado da sua base.
Por que a faixa é tão larga
A distância entre R$ 5.000 e R$ 500.000 incomoda quem está pedindo orçamento, mas ela tem explicação simples: os projetos nas duas pontas não são a mesma coisa.
| Projeto de R$ 30.000 | Projeto de R$ 300.000 | |
|---|---|---|
| Telas | Uma dezena | Dezenas, com perfis diferentes |
| Usuários simultâneos | Alguns | Centenas ou milhares |
| Integrações | Nenhuma ou uma | Várias, algumas sem API pronta |
| Regra de negócio | Cadastro e listagem | Cálculo, aprovação em etapas, auditoria |
| Se cair | Alguém espera | A operação para |
Essa última linha é a que mais muda o preço sem aparecer no escopo. Sistema que não pode cair exige redundância, monitoramento e teste que o outro não exige — e isso é trabalho que o cliente não vê, mas paga.
Os custos que continuam depois da entrega
| Item | Ordem de grandeza |
|---|---|
| Manutenção | 10% a 20% do valor do projeto por ano |
| Infraestrutura | De dezenas a milhares de reais por mês, conforme o uso |
| Serviços de terceiros | Envio de mensagem, pagamento, armazenamento — por uso |
| Evolução | O que você decidir acrescentar depois |
Manutenção não é opcional: dependência desatualizada vira falha de segurança, e navegador e sistema operacional mudam. Software não é ativo que se compra e esquece.
Como reduzir o custo sem estragar o projeto
- Corte funcionalidade, não qualidade. Metade do que se pede antes de começar nunca é usada. Lance com o essencial e acrescente pelo uso real.
- Faça o diagnóstico antes. De R$ 3.000 a R$ 8.000, e evita o aditivo que custa dez vezes isso.
- Verifique se já existe pronto. Se o que você precisa é emissão de nota ou e-commerce padrão, assinatura sai muito mais barato.
- Adie a integração complexa para a segunda versão.
- Reaproveite o que existe. Se o sistema web já tem as regras, o aplicativo consome em vez de refazer.
Para projetos de aplicativo, as faixas específicas estão em quanto custa desenvolver um aplicativo. Para a decisão entre desenvolver e assinar um pronto, veja ERP de prateleira x ERP sob medida.
O que você paga quando paga por software
A dúvida por trás de “por que custa tanto?” costuma ser esta: o que exatamente está sendo comprado, se não há matéria-prima nem estoque. A resposta é tempo de gente qualificada, distribuído assim:
| Etapa | Fatia típica do projeto |
|---|---|
| Entendimento e escopo | 10% a 15% |
| Desenho de telas e fluxo | 10% a 20% |
| Programação | 40% a 50% |
| Testes e correção | 15% a 25% |
| Publicação e ajuste inicial | 5% a 10% |
Repare que programação é menos da metade. Proposta que parece barata demais costuma ter cortado justamente entendimento e testes — as duas etapas cuja ausência só aparece depois, quando o sistema entregue não é o que se esperava ou quebra em uso real.
Como pedir e avaliar um orçamento
- Descreva o problema, não a solução. “Perdemos 6 horas por semana relançando pedido” gera proposta melhor que “quero um sistema com 12 telas”.
- Peça o escopo do que está FORA, explicitamente. É o que evita discussão no fim.
- Compare item a item, não o total: design, testes, painel, migração, treinamento e sustentação entram em umas propostas e faltam em outras.
- Desconfie do muito barato. Costuma ser quem entendeu menos do problema, e a diferença reaparece como cobrança extra.
- Exija o código-fonte por escrito.
Quando o orçamento vem muito acima do esperado
Acontece com frequência, e quase sempre por um destes três motivos — todos acionáveis:
- O escopo cresceu na conversa. Cada “já que estamos fazendo” somou telas. Peça a proposta dividida em obrigatório e desejável, e orçamento só do obrigatório.
- Existe uma integração cara escondida. Se o sistema de destino não tem API, o fornecedor precisa contornar — e isso pode ser metade do orçamento. Vale perguntar quanto custa a versão sem essa integração.
- Você pediu o sistema completo. Uma primeira versão que resolva um processo inteiro custa uma fração e ensina o que os outros módulos precisam ser.
O que não funciona é pedir desconto sem mexer no escopo: o fornecedor corta onde você não vê — testes, documentação, senioridade — e a conta reaparece na manutenção.
Por que o preço varia tanto entre fornecedores
Três razões legítimas, e uma que não é:
- Escopo entendido diferente. A causa mais comum: as propostas estão orçando projetos diferentes.
- Senioridade da equipe. Time experiente custa mais por hora e costuma custar menos por projeto, porque erra menos.
- O que está incluído. Sustentação, testes e design mudam o número.
- Chute. Fornecedor que não perguntou nada não orçou — apostou.
A Devuptime desenvolve software sob medida, sistemas de gestão e integrações em Guarulhos, São Paulo, desde 2008, com código-fonte sempre entregue ao cliente. Fale com a gente — respondemos em até 24 horas úteis.
Perguntas frequentes
Por que não existe tabela de preço fixa? Porque software é projeto, não produto. Duas empresas pedindo “um sistema de gestão” podem precisar de coisas que diferem em dez vezes de esforço.
Dá para pagar parcelado? O formato usual é pagamento por etapa, atrelado a entregas — o que também protege você, porque cada parcela acompanha algo funcionando.
Quanto custa manter o sistema no ar? Some manutenção anual, infraestrutura e serviços por uso. Para sistema de porte médio, costuma ficar entre algumas centenas e alguns milhares de reais por mês.
Vale desenvolver ou assinar um pronto? Se o processo é o de qualquer empresa do setor, assine. Se ele é o seu diferencial e nenhum pronto coube sem gambiarra, aí desenvolver se paga.


